segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Tarde branca

Essa luz há de cegar-me.

Ouço vozes várias na viola.

Céu de laranja-lima onde me cubro
e e curtos passos me integro.

Lá fora, o bufar puf-puf mecânico do mundo.
Aqui dentro, explosão.

Imagens espelhadas nas esquinas do meu quarto
cor caramél bleu chiqué passé passou.

O relógio cansou de correr,
cai como coloridos pingos de chuva

lágrimas de sal

o nome dito em vão

a corda arrebentada

e eu, pregado a paredes e retratos.

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