Essa luz há de cegar-me.
Ouço vozes várias na viola.
Céu de laranja-lima onde me cubro
e e curtos passos me integro.
Lá fora, o bufar puf-puf mecânico do mundo.
Aqui dentro, explosão.
Imagens espelhadas nas esquinas do meu quarto
cor caramél bleu chiqué passé passou.
O relógio cansou de correr,
cai como coloridos pingos de chuva
lágrimas de sal
o nome dito em vão
a corda arrebentada
e eu, pregado a paredes e retratos.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Tarde branca
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