Bate a noite crepuscular no vidro
não fosse tão azul o reflexo
de minh’alma coaxando no mato
terreno de pedra mole e sangue
cai a luz pelos olhos corre solta
micropartículas do amor cosido
na íris ardente te ouço
perspectivamente sempre agudo
a agulha que espeta não espinha
nada que diga vou dizer-lhe
aonde nasci nunca tive regras
gramaticais que impedissem todas
minhas aventuras verborrágicas
no país do lápis e penas
requebro em sintonia roxa
o veneno estéril de minha idade.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Vida de cão
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